Executive Breakfast ECOseguros/EY: Os seguros em 2030

O desafio foi lançado por ECOseguros aos responsáveis de marketing das principais seguradoras a atuar em Portugal: Discutir o futuro dos seguros, sabendo ser dado adquirido que o cliente já é o foco do interesse dos convidados, com protagonistas de uma indústria em fase de reinvenção.

 

Sérgio Ferreira e Jorge Teixeira da Silva, consultores da EY especialistas no mercado dos seguros e na estratégia de seguradoras, foram coanfitriões do primeiro Executive Breakfast promovido por ECOseguros, uma manhã de trabalho e reflexão para procurar certezas e caminhos para estar competitivo na indústria a um horizonte de dez anos.

 

O foco esteve em “O Futuro Consumidor Hoje”, desenvolvendo-se as ideias através de Imaginar o Futuro (Qual será a experiência de cliente para a qual as seguradoras deverão estar a pensar?), Moldar o Futuro (transformando insights em ideias para construir os conceitos para o futuro) e Criar o Futuro (Selecionar e conceptualizar um conceito-chave de inovação na experiência do cliente).

 

Competiu a Sérgio Ferreira e Jorge Teixeira da Silva dinamizar um grupo de luxo no marketing segurador em Portugal: Alexandra Catalão (Ageas Seguros), André Taxa (Seguradoras Unidas/Tranquilidade), António Carlos Carvalho (Lusitania), Artur Lucas (Zurich), Cristina Melo Antunes (Santander), Isabel Semião (BPI Vida e Pensões), José Francisco Duarte Neves (Allianz), Kathrin Schneider (Innovarisk/Hiscox), Susana Fava (CA Vida) e Susana Pascoal (Victoria).

Alexandra Catalão (Ageas)
Alexandra Catalão (Ageas)
Artur Lucas (Zurich)
Artur Lucas (Zurich)
António Carlos Carvalho (Lusitania)
António Carlos Carvalho (Lusitania)
Susana Pascoal (Victoria)
Susana Pascoal (Victoria)
Kathrin Schneider (Innovarisk)
Kathrin Schneider (Innovarisk)
André Taxa (Seguradoras Unidas)
André Taxa (Seguradoras Unidas)
Susana Fava (CA Vida)
Susana Fava (CA Vida)
Cristina Melo Antunes (Santander)
Cristina Melo Antunes (Santander)
José Francisco Duarte Neves (Allianz)
José Francisco Duarte Neves (Allianz)
Isabel Semião (BPI Vida)
Isabel Semião (BPI Vida)
Sérgio Ferreira (EY)
Sérgio Ferreira (EY)
Jorge Teixeira da Silva (EY)
Jorge Teixeira da Silva (EY)

A regra fundamental deste encontro foi criada em 1927 pelo think tank Chatham House: “Tudo o que for dito é citável, mas nada pode ser atribuído (a um participante identificado)”.

 

Seguindo este princípio, divulgamos alguns comentários, opiniões ou explicações avançadas durante o Executive Breakfast ECOseguros/EY.

 

Conclusões preliminares:

  • Comandos por Voz/sensibilidade a sons serão modo de viver no futuro;
  • Novos padrões de vida, novos hábitos de consumo e, logo, novas necessidades, vão gerar um novo nexo na relação seguro-tomador;
  • Saúde molda novas soluções de seguro. Análise fácil e permanente do DNA será fundamental para todas as escolhas alimentares;
  • Ciclo de vida terá de ser acompanhado. Os 70 anos de hoje não serão iguais aos 70 anos de quem tem hoje 50. O comportamento face à tecnologia será semelhante em todas as gerações dentro de 20 anos;
  • Existirão clientes muito mais velhos de idade que também serão clientes ativos;
  • Necessidade de bem recolher e gerir big data. Tal como está, o RGPD está a limitar o futuro;
  • As ofertas de produtos no futuro terão sempre de ter em conta sustentabilidade do Planeta nas vertentes Trabalho, D&O e Ética, compromissos de descarbonização, capital verde, etc;
  • Os produtos atuais não servem os clientes. Estes querem – talvez – coberturas, mas querem serviços associados;
  • Necessidade extrema de personalização de serviço e empatia. O mediador deve ser visto como um personal insurer advisor;
  • Como ativar Ecossistema Vida? (Reflexão que inclui Trabalho, Saúde, Alimentação, Viagem, Compras). Junta ao raciocínio a experiência e jornada do cliente e a necessidade ou oportunidade do seguro;
  • O tempo, a gestão do tempo dos clientes será fundamental, o triunfo da Uber deve-se à previsibilidade temporal na execução do serviço;
  • Nem todas as seguradoras presentes estão em contacto permanente com insurtechs;
  • Responsáveis de marketing terão de testar soluções não lógicas para a sua oferta. A lógica levará todos os concorrentes a encontrar as mesmas soluções. Desse modo, a diferenciação será só no preço;
  • A gestão das expectativas dos clientes é fundamental, deve-se investir no momento final da necessidade do consumidor, quando utiliza o serviço ou produto pelo qual pagou.
  • Os novos players de fora do setor estão a enfrentar dificuldades nas renovações dos contratos e na resolução de incidentes e sinistros. As seguradoras estão mais preparadas para dar resposta eficaz nesses momentos.

 

Todos estes temas serão desenvolvidos por ECOseguros no futuro.